FELIZ ANIVERSÁRIO DRA. SILVIA RODRIGUES

CONHEÇA A HISTÓRIA DE VIDA DESTA MÉDICA GUERREIRA, NESTA DATA TÃO ESPECIAL, CONTADA POR ELA MESMA

Hoje é dia 23 de abril.
Dia em que, às 9 horas da manhã, em Campina Grande, Paraíba, nascia uma história que nem eu imaginava o tamanho que teria.
Sou filha de uma mulher paraibana, forte, guerreira, daquelas que não desiste. Com apenas 3 anos de idade, saí com meus pais rumo a Rondônia. Sou a primogênita de quatro filhos três mulheres e um homem e desde cedo aprendi que a vida não entrega nada fácil, mas ensina tudo para quem está disposto a lutar.

Minha mãe tinha um sonho: ser médica. E esse sonho não morreu com o tempo ele amadureceu. Anos depois, já com a vida construída, ela decidiu realizá-lo. Foi para a Bolívia, levando junto não só o próprio sonho, mas o de todos nós. E ali, juntos, escrevemos uma das páginas mais bonitas da nossa história: ela, o marido e os quatro filhos formados em medicina.

Em 2008, concluí minha graduação. Em 2009, revalidei meu diploma na Universidade Federal do Ceará e fui direto para o Amazonas. Seis anos no Hospital Regional de Humaitá e em postos de saúde do interior profundo, onde médico era escasso e cada plantão ensinava o que nenhuma faculdade consegue ensinar. Foi lá que eu entendi o que significa chegar onde o sistema não chegou. Foi lá que a médica que eu sou foi moldada de verdade.

Meu internato foi em Cruz das Almas, e depois a vida me trouxe para Itabuna, onde construí minhas raízes e sigo até hoje. Busquei sempre evoluir: fiz pós-graduação em Urgência e Emergência pela Faculdade Einstein porque cuidar de quem está no limite exige o melhor que existe. E sigo estudando, porque cuidar de pessoas sempre foi mais do que profissão. É propósito.

Coordenei dois grandes hospitais em Itabuna. Vi de perto o que falta, o que funciona e o que precisa mudar. Aprendi que gestão é responsabilidade, que decisão tem consequência, e que o sistema de saúde pública precisa de quem o conhece por dentro não de palanque, mas de plantão.

A decisão de entrar na política não foi num dia. Foi numa noite.

Corredores cheios, famílias angustiadas, e eu fazendo o máximo mas sentindo, com uma clareza que nunca tinha sentido antes, que o máximo não era suficiente. Não porque faltava esforço. Porque faltava estrutura. Faltava decisão. Faltava alguém que conhecesse esse mundo por dentro tomando as decisões que afetam esse mundo por fora.

Naquela noite, me fiz uma pergunta que mudou tudo:

"Quantas vezes mais eu vou enxugar gelo?"
E foi ali que entendi: ou eu continuo tratando as consequências ou começo a lutar pelas causas.

Minha história também é de recomeços. Casei jovem, aos 22 anos, vivi ciclos, enfrentei separações, mas nunca perdi minha essência. Sou mãe da Laura, de 4 anos, e da Júlia, de 3 meus maiores presentes, minha força diária. Em fevereiro de 2026, mais um ciclo se encerrou. E, mais uma vez, eu escolhi permanecer de pé.
Porque eu sou isso: uma mulher que não se quebra, se reconstrói.

Tenho minha fé como base. Foi ela que me sustentou nas madrugadas difíceis do pronto-socorro, nas separações, nos recomeços. Em 2023, renovei esse compromisso com Deus. E é com Ele que sigo cada passo dessa jornada porque sei que nada do que vivi foi por acaso.

Em 2023, nasceu o projeto Amigos da Saúde não como estratégia, mas como necessidade. Vi gente chegando grave ao pronto-socorro não porque a doença era grave no início, mas porque nunca tinham tido acesso a um médico antes. Decidi ir até onde o sistema não ia. Visitei aproximadamente 32 municípios da Bahia de Itabuna a Lauro de Freitas, de Jequié a Canavieiras, de Camaçari a Camamu  levando atendimento, acolhimento e cuidado a quem o sistema deixava para trás.

Isso vem da minha raiz. Minha mãe sempre ajudou com alimentos, brinquedos, cuidado. Eu só continuo aquilo que aprendi dentro de casa.

Nessa caminhada, recebi a Comenda Otaciana Pinto uma das maiores honrarias de Itabuna. Não por campanha. Por serviço.

Em 2024, fui candidata a vereadora. Hoje, em 2026, sigo como pré-candidata a deputada estadual pela Bahia. Não por vaidade, mas por missão. Porque cheguei no limite do que é possível mudar de dentro do pronto-socorro sem poder legislar. E porque sei exatamente onde o sistema quebra  e o que precisa mudar para que ele pare de quebrar.

Sou movida por um propósito maior: ajudar pessoas, transformar realidades, fazer com que o mundo seja um lugar com mais oportunidades, mais empatia e mais verdade. Quero que as pessoas voltem a acreditar que ainda existe quem faça o bem sem esperar algo em troca.

Hoje, aos 45 anos, eu não celebro apenas mais um ano de vida.
Eu celebro a minha história.
Cada luta, cada conquista, cada lágrima e cada vitória.
Cada noite de plantão que me fez mais forte.
Cada cidade do interior que me mostrou o que o Brasil real precisa.
Cada paciente que me lembrou por que escolhi essa profissão.
Cada recomeço que me provou que eu não me quebro eu me reconstruo.
Sou filha de uma mulher que realizou o próprio sonho e nos ensinou a realizar os nossos.
Sou mãe de duas meninas que são minha razão diária de ser melhor.
Sou médica que foi buscar onde o sistema não chegava.
Sou mulher de fé que acredita que propósito não é acidente.
Sou candidata porque o consultório e o pronto-socorro não eram suficientes para mudar o que eu via todos os dias.
Sou feita de coragem, fé e propósito.
E essa… é só a continuação de tudo que ainda está por vir.

"Eu não vim da política para a saúde.
Vim da saúde para a política 
porque a saúde que o povo da Bahia merece
não cabe dentro do consultório."

Dra. Silvia Rodrigues


FONTE: JORNAL DO RADIALISTA.
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