Memorial de matriz africana do sul da Bahia entra na fase final de reforma
Postado 25/05/2026 18H47
A reforma do Memorial Unzó Tombenci Neto, iniciada em agosto de 2025, está prevista para ser finalizada em junho deste ano. Inaugurado em 2006, o espaço reúne um acervo de fotografias, documentos e objetos que contam a história do Terreiro Matamba Tombenci Neto, terreiro de candomblé Angola fundado em 1885, no Alto da Conquista, em Ilhéus.
As primeiras melhorias do memorial foram realizadas em 2015, quase dez anos após sua inauguração, e foram viabilizadas após mobilização virtual para arrecadação de fundos destinados ao custeio da obra. Desde então, sem reparos e manutenções adequadas, houve degradação da estrutura que abriga uma parte importante da história do povo ilheense.
Agora, mais de 15 anos depois da primeira reforma, o espaço recebeu um novo projeto arquitetônico, que foi possível por meio de uma parceria com estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Ilhéus. Durante a obra, foram realizadas melhorias internas e externas, com intervenções na estrutura da capela, pintura, iluminação e paisagismo.
Em paralelo às ações de melhorias, ocorreu o processo de inventário de todo o acervo do memorial. Os itens foram catalogados pelas museólogas Juliane Silva e Vitória Bispo, em parceria com a comunidade do Terreiro Matamba Tombenci Neto.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura Governo Federal.
Terreiro Matamba Tombenci Neto
Fundado por Tiodolina Félix Rodrigues, a Nêngua de Inkice Iyá Tidú, hoje o templo religioso é dirigido por Mameto Mukalê (Ilza Rodrigues). Em mais de um século de existência, o espaço é reconhecido como símbolo de resistência antirracista, preservação da memória afro-brasileira e valorização das tradições de matriz africana no sul da Bahia.
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